ECUADOR
ECUADOR


Latitude Zero, Galápagos, Cabañas de San Isidro

GALÁPAGOS
LOCALIZAR

A 1000km da costa ocidental da América do Sul, no meio do Oceano Pacífico, situa-se o arquipélago mais famoso do mundo. Não seria tão famoso, hoje, se por ali não tivesse passado Charles Darwin a bordo do não menos famoso "Beagle" no tempo em que a Inglaterra desempenhava o papel imperial que os EUA têm representado depois de 1945.




Uma pista junto a uns abarracamentos numa ilha desolada, plana , inóspita e desinteressante é o chamado aeroporto de Baltra.

Galápagos!!!... o paraíso há tanto sonhado !!!... é isto?!!!..." penso enquanto me alinho na bicha para controlo de passaporte e pagamento de várias darwinianas taxas para entrar no famoso arquipélago.
"Como assim?... eu venho do Ecuador!... isto é Ecuador..." não... é Ecuador anglo-americano!...

Este seria mais um arquipélago perdido, no meio dum oceano, não fora Darwin ter passado por aqui !... Tal como outros lugares (Stratford com Shakespeare, por exemplo), aqui, vive-se, respira-se, pensa-se, sente-se Darwin... e, sem essa palavra mágica, nada existe !

Tal como Aristóteles, Darwin foi um génio, não na capacidade inventiva mas na capacidade enciclopédica e oportunista de apresentar os conhecimentos dispersos, existentes na sua época, de forma coerente e antes que outros o fizessem.

Na sua viagem, como naturalista, a bordo do "Beagle" Darwin não visitou apenas Galápagos mas foi aqui que a sua marca perdurou com a teoria de que as espécies naturais tinham evoluído a partir de um ancestral comum.

A teoria então existente sustentada pela igreja inspirada na bíblia e na cosmogonia geocêntrica de Aristóteles, isto apesar de Copérnico, Kepler e Galileu terem provado o contrário, era de que deus tinha criado a terra no centro do universo e todas as coisas nela existentes e, acima delas, o homem criado à sua imagem e semelhança.

Se a igreja sempre teve os seus opositores dentro e fora do sistema, esta época convivia mal com as informações e conhecimentos que as descobertas ultramarinas suscitavam. Os marinheiros descreviam pessoas, animais e plantas, recolhiam amostras exóticas que encaixavam mal no dogma criacionista

Darwin, um homem do sistema, encontrou-se, após as suas observações e descobertas posteriores, numa situação de dissonância cognitiva: os dados de sua observação estavam em contradição com as suas convicções.

Mesmo assim levou 24 anos para publicar as suas conclusões. A Origem das Espécies foi um escândalo imediato e um sucesso a longo prazo, a tal ponto que hoje quem não for evolucionista comete um pecado tão grave como o dele há 150 anos...

Mas na teoria evolucionista, feita a partir dum postulado ancestral comum, não estava ainda incluído o homem. Este continuava a ser obra do criador e Darwin homem de fé, temente a deus e ao rei, não ousava desafiar tais potestades!... Só o risco de alguém o fazer primeiro o levou, 12 anos depois, a publicar "A Descendência do Homem e Selecção em Relação ao Sexo já próximo do fim da vida!

Foi um longo tempo de investigação mas também de servidão intelectual, medo e omissão se pensarmos que Darwin passou por Galápagos na juventude. Como o condicionamento cultural pode tolher o génio e fazer com que a mente humana hesite ou renegue a própria realidade!...

Apesar do sucesso, a teoria da evolução contínua e selecção natural continua com os seus opositores mas agora munidos de tecnologia moderna e sofisticada e já não baseados numa crença fundada em histórias mal contadas ou num mito de sedução e gravidez clandestinos, mas tão bem contado, que tem convencido quase toda a gente durante quase todo o tempo!...

Servindo-se da bioquímica molecular esquadrinham a célula e seus constituintes, já não de burro através dum deserto longínquo, mas com microscópios electrónicos através do citoplasma em busca de provas da mão invisível do criador!... Com base na descrição de mecanismos metabólicos complexos como a replicação do ADN, o sistema imunitário ou a coagulação sanguínea, a que chamam de "irredutivelmente complexos" extraem a conclusão de que não podem ter evoluído de acordo com o postulado por Darwin.
Segundo eles, estes mecanismos "irredutivelmente complexos", só podem resultar duma função a que chamam "Intelligent Design" (desenho inteligente).
Ora se há um desenho, há um desenhador!... até aí não é precisa muita inteligência. Basta recuar um degrau na lei da causalidade!... só que a lei da causalidade é uma cadeia infinita de causa/efeito, efeito que, por sua vez, vira causa para outro efeito. Se estamos numa causa podemos imaginar toda uma série de efeitos em cascata descendente; se estamos num efeito podemos imaginar toda uma série de causas em cascata ascendente. Mas esta teoria, perante aquilo a que chama um "design" aponta apenas para um desenhador introduzido aqui como um "deus ex machina", solução tão original que já os gregos antigos se serviam dela para explicar o inexplicável, na tragédia (e não só), muito antes da invenção do mito cristão!...

Para esta teoria a lei da causalidade termina logo ali. Tem apenas um degrau ascendente. E peca por aquilo que em lógica se chama "petição de princípio".

Tal como em farmacologia em que um medicamento tem o seu efeito principal e vários efeitos secundários nefastos, também o darwinismo não escapa a esta regra. As adaptações feitas ao longo do tempo implicam um mecanismo de fixação e transmissão que a ciência, ao tempo, não conseguia explicar e ainda, hoje, não consegue mas é verificável pelos seus efeitos. Como as células se programaram para se transformarem em novos órgãos, apêndices ou alterações morfológicas gerais destinadas a responder aos novos desafios do ambiente, ninguém sabe explicar ainda. O que se sabe é que a reprodução desempenha um papel importante neste processo o que implica o sacrifício do próprio individuo, para sobrevivência da espécie, mais evidente numas espécies do que noutras.
Ora, para certas pessoas mal aculturadas (ainda que com formação académica!...) e que nunca leram Darwin a lei da evolução das espécies é invocada como "lei da sobrevivência do individuo" para justificar as suas safadezas e falta de carácter na luta individual e social de angariação ou mesmo de acumulação de bens em prejuízo de outros!... ("sobrevivem os mais aptos!...") indivíduos que não interessam nem à própria espécie!...




Click para ampliar
Puerto Ayora
Um "ónibus ad hoc" leva-nos ao cais que liga Baltra a Santa Cruz onde um outro nos conduz a Puerto Ayora no outro lado da ilha.

Puerto Ayora, a capital turística de Galápagos, é igual a qualquer lugar de turismo de massas: agradável, superficial e cara!... as ofertas de cruzeiros oscilam entre os mil, num barco básico, e os oito mil dollars no "National Geographic", enorme, repleto de americanos velhos, gordos e inválidos que nem podem desembarcar na maioria das ilhas sem cais de acostagem para "dingy". Some-se a isto a viagem de avião e as várias taxas de entrada e chega-se aos 2000 dollars!... num cruzeiro básico.

Distribuição dos camarotes, duplos de beliche. Primeiro os pares. Eu estou só e detesto partilhar espaço de intimidade com desconhecidos. No camarote que me é destinado já está um ocupante. Uma mulher, ainda jovem, que não esboça nenhuma surpresa nem objecção pela companhia. Também não lhe perguntaram, nem a mim, se as tinha!...

Íamos partilhar, por oito dias, um espaço reduzido em situações que poderiam, eventualmente, redundar em exposição de partes íntimas. Senti-me embaraçado. Perguntei à minha companheira como se sentia na situação e ela: "... no problem"...

"... pois eu sinto-me pouco à vontade mas sou um cavalheiro decente e vou respeitar a sua privacidade e intimidade!... "
"... OK!..." respondeu.
Era alemã, viajava com dois amigos que ficaram juntos no mesmo camarote e ela a "flutuar". Tirei as minhas conclusões, provavelmente preconceituadas, porque naqueles oito dias nada vi, nem um único indício que as confirmasse. Impecáveis no trato entre si e com os outros passageiros!...
As minhas relações com a Claudia aconteciam na área social. No camarote só nos encontrávamos a dormir e baixávamos e subíamos em tempos desencontrados!...
Foram oito dias de perfeita harmonia, nem um único incidente ou acidente incómodos... Superou a minhas expectativas e foi a minha primeira relação perfeita com uma mulher!!!... rsrssss .. e fiquei a interrogar-me: será que as dificuldades de relacionamento com o sexo oposto tem a ver mesmo só com sexo?...
Se sim!... porquê?...
Porque é que aquela mulher não ficou com um dos seus amigos?...
Discretos, simpáticos, delicados, pareciam não querer deixar rasto. Desapareceram como tinham aparecido: do nada!... não e-mails, não telefones... nada!... apenas um "ciao!..."

Parecia querer ser esquecidos... e isso fez com que o não fossem!...

Quem já visitou as "Islas Ballestas" ou o Pantanal dificilmente fica impressionado com Galápagos. Mas como até a cultura e a própria ciência não conseguem furtar-se aos estereotipos, as ilhas Galápagos são estereotipadamente famosas. Encanto natural não têm. O próprio Darwin lhes chamou, à primeira vista, um inferno!... Abundância de animais nem por isso!.. endémicos... sim... mas isso também há noutros lugares.

Click para ampliar
Flamingo
Portanto Galápagos é um lugar ritual. Tal como o Louvre ou o Parténon deve constar do roteiro de qualquer pessoa com pretensões culturais!...

Para começar, o nosso cruzeiro é um equívoco!... O barco básico mas aceitável, a tripulação impecável, a comida aceitável não condizem com a organização e com o guia. Em vez de um cruzeiro de oito dias, com uma volta ininterrupta às ilhas, somos confrontados, ao longo do tempo, com vários mini cruzeiros com troca ou entrada de novos participantes com enormes perdas de tempo.
O guia mais parece um polícia de fronteiras, com uma enorme lista de proibições e ameaças de expulsão, do que um animador cultural dum grupo que deve observar algumas regras básicas de conduta.
Click para ampliar
Macho Dominante
Os seus ídolos, entre toda aquela fauna variada por que passava "à pêle-mêle" , são os leões marinhos. Junto destes passa longas horas de dissertação acerca dos seus dotes de machos dominantes defensores do território e da sua corte de fêmeas, com desprezo pelos machos excluídos... numa adoração quase idólatra dum machismno primário, hoje, fora de moda na espécie humana!...

Não sei a que conclusão chegaria Darwin se ouvisse este exemplar macho duma espécie que sofre uma das mais violentas transformações na sua evolução!... com uma esperança de vida curta num passado ainda pouco distante, programado para assegurar a reprodução da espécie, a natureza dispensou-o da maioria das funções da procriação. O seu papel era assegurar a subsistência e a defesa do grupo com os riscos que isso implica no sobrevivência individual para o que precisava de estar disponível todo o tempo para procriar. À fêmea incumbia a tarefa da gestação e amamentação enquanto ele estava disponível para assegurar a sobrevivência da espécie com outras fêmeas para cobertura do risco do seu desaparecimento precoce.
Inscritas nos confins das sequências ainda não descodificadas do seu ADN estão estas instruções que geram impulsos primários que nenhum ser humano consegue apagar no decurso duma simples existência (eles dizem respeito à espécie, não ao indivíduo) e são transmitidos a menos que uma mutação se dê antes da reprodução.
Ora as mutações, que são erros de cópia na replicação do ADN no processo de divisão da célula, nem sempre são benéficas e causam vários tipos de doenças incluindo do foro psicológico. Uma delas diz respeito à perda de identidade relativamente ao sexo. A perda de identidade relativamente ao sexo tem assim uma causa genética, rara, e uma causa social em franca expansão, por programação errada da personalidade nos primeiros anos de vida.

Essa perda de identidade relativamente ao sexo, associada ao extremo idealismo e criatividade dos anos 60 do século passado, levou algumas extremistas a fazer daquilo que se chamou segunda onda do feminismo, um sistema de comportamentos e atitudes relativamente aos homens que arrastaram outras mulheres mal aculturadas para um movimento geral que, se confessadamente lutava por abolir aquilo que no comportamento masculino DE ALGUNS HOMENS era intolerável, não por serem homens mas por serem degenerados, a um movimento de confrontação geral e disputa entre essas mulheres e os homens. Daí têm surgido alguns horrores não apenas para os homens mas também para essas mulheres!... e cujas consequências sociais, para o futuro da humanidade, estão ainda por avaliar.

Mulheres bem definidas sexualmente, mas mal estruturadas, caíram no logro, encetaram uma luta contra os homens no em casa, no trabalho e na vida social em geral. Não tinham as mutações que lhes permitissem dispensar os homens, perderam a ternura e o encanto femininos, deixaram de ser mulheres e nunca conseguiram ser homens!... e caíram numa luta inglória consigo mesmas cuja porta de saída é a entrada dos consultórios de psiquiatras e psicoterapeutas... mas também dos mais diversos charlatães da astrologia à macumba!... e uma velhice solitária!...

A febre feminista era tal que conheci, nos anos 80, um psicoterapeuta reputado, norteamericano, que negando esses impulsos profundos de seu machismo, insensível à "contraditio in terminis" se dizia declaradamente feminista!...

Sabem porquê? Nem ele próprio o sabia!... No contexto de então, aquela era a forma inconsciente de copular com mais mulheres!...

É claro que num contexto, como o actual, de relativa segurança ambiental nos ditos países desenvolvidos, esse impulsos genéticos, no homem, para assegurar a sobrevivência da espécie são redundantes. Mas como vai ele libertar-se deles se se reproduz numa fase precoce da vida e a maioria das suas mutações ocorrem depois?...
Serão precisas algumas gerações... e correm o risco de desaparecer num altura em que já façam falta de novo!
A natureza é sábia e não se deixa influenciar pelas opiniões de meia dúzia de degeneradas!... mas, entretanto, homem e mulher sofre!... rsrsrssss

Pois o meu guia de Galápagos não tinha nenhum destes dilemas. Era um admirador confesso dos machos dominantes detentores de várias fêmeas!... e essa sua predilecção se outro mérito não tivesse, proporcionou-me esta reflexão!...




Click para ampliar
Tartaruga Gigante
Nessa tarde, uma volta por Santa Cruz leva-nos às famosas tartarugas gigantes, alguns "mockingbirds" e muitos "finchies", os famosos "pinzones" que Darwin dissecou durante anos até ter coragem para publicar a sua tão famosa quanto polémica teoria.

Navegação nocturna até Rábida. Nesta pequena ilha, quase um anexo da vizinha Santiago, a frustração continua. Uns poucos leões marinhos, um "yellow wrbler", aqui chamado canário Maria, uma laguna degradada onde outrora, diz-se, havia flamingos, uma caminhada estrita por uma zona de vegetação tipo catinga, e pouco mais!...

Próximo destino: Baía Jaime em Santiago. Areia negra, rocha negra, tempo negro... tudo é negro aqui devido à origem de lava das rochas. Aparentemente tudo deserto. Nem sinal de vida!... "mas onde está a famosa fauna de Galápagos?..." interrogo-me...
Subimos a pequena rampa na falésia e caminhamos mais uma vez por um caminho delimitado e bem vigiado pela severidade do nosso ranger-guia, numa paisagem desolada, húmida e fria...
Click para ampliar
Iguanas Marinhas
... até que, confundidas com o ambiente, petrificadas e negras como as rochas, lá estavam centenas, talvez milhares de iguanas marinhas negras e imóveis, estáticas como fósseis vivos, testemunhos dum passado longínquo que resistiu ao tempo como que negando a lei que Darwin estabeleceu a partir de experiências neste mesmo lugar!... supostamente iguais ao que eram há milhares ou milhões de anos!...
Neste lugar, para além dos omnipresentes leões marinhos, colocados como que num catálogo turístico, mais do que "ad hoc" na natureza, encontramos ainda a foca peluda, a garça de lava, a garça de face branca e o ostraceiro.

No regresso à baía, um casal de pinguim de Galápagos prepara-se para subir às rochas mas um participante do grupo, sabe-se lá porquê?... enxota-os para água. O nosso guia tão estrito a não deixar que ninguém pusesse um pé um centímetro fora da demarcação do trilho ou que se atrasasse um metro do grupo, não achou errado perturbar os animais e não disse nada!...
Este é um dos muitos exemplos de aplicação cega de regras sem se saber que interesses pretendem proteger!... Todas as regras anteriores visam indirectamente proteger os animais mas o guia parecia ignorar isso.

O pinguin de Galápagos é endémico e ameaçado. Por conseguinte era importante uma boa foto mas agitados, dentro de água, longe e com más condições de luz, as fotos ficaram inaceitáveis...

Click para ampliar
Vista sobre as Baías Gémeas
San Bartolomeu é outro ilhéu satélite de Santiago do lado oposto a Rábida. Apesar de vulcânica, esta é a paisagem mais espectacular de Galápagos.
Um pináculo de rocha inclinado sobre o mar, onde nidificam várias espécies, delimita uma baía encantadora onde brincam leões marinhos, nas costas da qual se desenha outra baía semelhante e simétrica, separadas por dunas com alguma vegetação.
A vista deste recorte, do alto do morro, é um espectáculo paisagístico invulgar!...
Do outro lado, na costa de San Bartolomeu, uma erupção recente, desenhou uma paisagem que Darwin já não viu, engolindo num mar de lava, com texturas caprichosas, alguns ilheus de rocha avermelhada que o horrorizaram, dando agora ao conjunto um aspecto algo lunar!...

O nosso cruzeiro não era, de facto, de oito dias o que poderia ter dado para dar a volta ao arquipélago, mas sim dois de quatro. Passagem por Santa Cruz para nova troca de passageiros com os inevitáveis atrasos...
A paragem principal foi contudo aproveitada numa baía a leste do estreito de Itabaca onde mais tarde tivemos uma longa paragem inexplicada!...
Click para ampliar
"Blue Footed Booby"
Nesta pequena baía bordejada de floresta de mangue e águas pouco profundas avistámos a maior colónia de "Bue Footed Boobies" (Atobá de Patas Azuis) bem como garças, pelicanos, pernilongos e, na água, tubarões, peixes diversos, raias...

Um "raid" a Seymour Norte onde sobressai a sua colónia da fragatas e as gigantescas iguanas de terrestres amarelas com uma textura de escamas surpreendente parecendo mais peças de cerâmica do que animais vivos!... e ainda rolas do mar, rolas de Galápagos e, gaivotas de cauda em tesoura. Nas águas translúcidas dum azul carregado desliza submerso, ondulando quase à superfície, um mastodonte escuro, semelhante a um morcego, batendo as enormas asas debaixo de água!...uma raia com uns dois metros de envergadura de membrana passeia-se por ali.

Rumo a South Plaza. Aqui são de relevar os seus cactos gigantes impressionantes se pensarmos que crescem uns milímetros por ano!...Espécies já vistas noutras ilhas e a variante local do pinzão dos cactos.

Click para ampliar
Pôr-de-sol em Santa Fé
Mais a sul Santa Fé não traz novidades: semelhante a South Plaza em paisagem e apresentando espécies já vista só tem como novidade o primeiro albatroz de Galápagos voando em uníssono com uma fragata!...
A luminosidade deste pôr-do-sol é uma oportunidade rara neste périplo.

Mas é na Espanhola que vemos mais de perto estas aves fantásticas (endémicas e em perigo) com a maior envergadura de asas do planeta e que são capazes, com uma enorme economia de movimentos, voar durante meses percorrendo milhares de quilómetros quase só voltando a terra para se reproduzirem... Merece ainda destaque a sua colónia de atobás onde aparece pela primeira vez o atobá mascarado e uma garça nocturna de crista amarela.

Floreana, mais a oeste, é a nossa última etapa. A sua principal atracção é aquilo a que ainda se chama o "posto de correos", um lugar onde se deixam postais para que outros visitantes o levem para distribuir, isso associado às lendas e rumores que correm acerca da ilha dá-nos uma sensação de lugar fora do mundo e do tempo. Histórias de piratas, comunidades remotas de refugiados contribuem para essa aura de mistério.

Click para ampliar
Flamingos
Merece destaque a sua colónia de flamingos numa lagoa contigua ao mar separada por uma pequena faixa de vegetação. De um vermelho resplandecente superam em beleza todas as outras espécies deste mesmo género.

Logo ali ao lado, uns rochedos emergem do fundo mar assemelhando-se um pouco na forma, embora de menor extensão, às "Islas Ballestas", são de uma beleza natural rara embora de pouca vida selvagem comparados com aquelas ilhas!...

Até hoje nada supera aquelas ilhas em quantidade de exemplares por unidade de superfície, logo seguidas pelo Pantanal, no Brasil.

Click para ampliar
Grazina
"Galápagos é Darwin!... e, embora erradamente, o berço do darwinismo, uma teoria formalmente certa mas com algumas debilidades materiais que os criacionistas procuram explorar à luz dos electrões dos seus potentes microscópios... penetrando a célula, vasculhando as moléculas e seus constituintes, os átomos, construindo uma argumentação técnica difícil de combater materialmente mas com fragilidades formais confrangedoras!...

Ao contrário de Darwin, nestes, se a matéria é difícil de contestar, a forma não resiste a uma abordagem mesmo superficial. As suas analogias transitam sem solução de continuidade entre o mundo da mecânica estática básica e os sistemas vivos, dinâmicos e em mutação, ignorando que essa transposição de verdade, dum registo a outro, provoca uma fractura lógica, transformando aquilo que julgam ser um acto de razão num acto de fé.

É o problema dos cientistas que sabem tudo dentro do pequeno mundo que observam mas que ignoram tudo acerca de como esse pequeno universo se integra no todo.; decompõem a árvore nos seus mais ínfimos pormenores mas nunca chegam a ver a floresta!... ou, como naquela alegoria dos quatro cegos e o elefante, em que cada um descreve com exactidão o pedaço que tacteia mas nenhum faz a mínima ideia do que seja um elefante!...

Lisboa, 23 de Novembro de 2009



Continua!...........


Galeria de Fotos








Visitas totais Visitas nesta página