Migrantes ou Invasores?
Migrantes ou Invasores?




A saga perto do fim F


Começou com o bombardeamento da ex-Jugoslávia, com Clinton, continuou com o derrube de Saddam e passou da fase bélica, pura e dura ao recato dos escritórios, da electrónica, da guerra virtual, contabilística, economicista, financista para fechar o ciclo no belicismo.

Este é o ciclo virtuoso dum estado perigoso que neste momento representa o maior perigo para a humanidade, incluindo os seus cidadãos!

A última campanha para a morte do euro está na recta final perto da meta. Tem sido uma campanha de assassinato mais difícil do que a de Bin Laden. Mas este também é um inimigo mais temível que o outro. A Europa, submissa, obediente ao império, gerou no seu seio um monstro que assustou o dono.

Se queres conquistar um povo, conquista-lhe a cultura e se queres conquistar-lhe a cultura, conquista-lhe a língua!...

Esse processo, à semelhança de Roma com o latim, em marcha há décadas, com o cinema, a música e depois as universidades a formarem clones americanos com a cabeça cheia de conceitos colonialistas a chegarem às colónias a vomitarem "boutades" incontestáveis perante um quadro conceptual por eles definido tornou-se no instrumento de colonização mais poderoso que nos tem submetido durante décadas.
Hoje, todas as pessoas chegadas ao poder na Europa, chegam com o beneplácito do império, ou não chegam! Veja-se o exemplo de Mário Draghi, um colono renegado, encarregado de gerir o euro que os seus donos querem destruir!

O euro era uma aberração para "Roma". Tinha que ser destruído. Senão como ia "Roma" continuar a trocar papel sem valor por tudo aquilo que ainda sobra da sua rapina em termos de matéria prima do mundo?!



Eric Berne, conhecia bem a natureza humana, mas não era tão clarividente acerca das suas consequências sociais. Definiu os seres humanos como vencedores, não vencedores e perdedores.
Um vencedor é aquele que tem um projecto na vida e realiza-o. Não tem que ser o maior, o melhor nem o mais rico. Basta-lhe atingir o seu objectivo.
O não-vencedor é aquele que não projecta nada, não realiza nada, anda ao sabor das circunstâncias.
O perdedor é aquele que projecta mas não atinge nunca o objectivo. Queixa-se da falta de sorte, dos inimigos, do tempo, para justificar o fracasso que ele próprio projecta.
Neste grupo ele distingue o perdedor comum do grande perdedor. O grande perdedor assemelha-se a um vencedor. Projecta, realiza, vai acumulando honras e dinheiro até atingir um limite do qual cai estrondosamente. A sua queda é uma obediência à mãe à qual parece dizer:"... vê mãezinha!... como sou bom menino obediente!... "

Isto é verdade para as pessoas, é verdade para as organizações de qualquer dimensão.
Conheci, convivi, e examinei alguns dos seus seguidores que julgavam seguir as doutrinas do mestre. Mas se o próprio mestre não tinha meditado bem nas consequências da sua doutrina na organização social, como poderiam eles pensar nisso?

E esse é o drama da psicoterapia, de qualquer psicoterapia. Quem é o verdadeiro doente?... o cliente ou o psicoterapeuta? A doença mental, excepto os casos de insuficiência de suporte neurológico, devido a trauma ou mal formação, são desajustamentos sociais, familiares ou colectivos.
E a sociedade humana sofre de doença mental sistémica há milhares de anos. Ao que parece tudo terá mudado, abruptamente, com o fim do "Éden", a sociedade nómada recolectora que se extinguiu com o sedentarismo, a posse da terra e o roubo que deu origem à propriedade privada.
As causas do fim da sociedade megalítica do noroeste europeu que produziu as relíquias arqueológicas de Stonehenge, Carnak e outras, dizem os arqueólogos e antropólogos que são desconhecidas. Pelas descobertas feitas apenas se sabe que uma sociedade pacífica, onde não existem vestígios de reis, generais, machados de guerra nem grandes aglomerados populacionais, de repente, se tornou violenta, belicosa, fraccionada sem vestígios de invasão de povos estranhos. Terão surgido aqui as nacionalidades?

O mesmo fenómeno se observa, do outro lado do mundo, na América Central. Os chamados pré-Olmeques, ao que parece, são o mesmo povo que se designa por civilização Olmeque. Terão sofrido uma mutação social idêntica à que se passou na Europa e que algum tempo antes se terá passado no Paquistão, na China e na Akadia/Suméria, hoje o que resta de Iraque e Síria, embora aqui os indícios de dissolução do "Éden". também conhecido por "Paraíso Perdido", o que deu origem ao mito de Adão e Eva da Bíblia, ou Idade do Ouro tão querida de Esíodo.

O mesmo Eric Berne, americano, definiu este fenómeno como patológico... e mais... patologia grave!..., a base onde assenta toda a patologia. Baseia-se numa forma de comunicação de mensagens escondidas. Em qualquer comunicação existem vários níveis de mensagens: a social, aquilo que se diz e se quer convencer o outro de..., a psicológica, aquela que contém as verdadeiras intenções do agente... e a existencial que representa o quadro de valores donde aquelas emanam. Numa pessoa, e por conseguinte num estado, saudável, estas mensagens são congruentes, isto é, todas dizem a mesma coisa. São raras. Talvez só de um pai saudável para um filho. Todas as outras são incongruentes. É sobre esta incongruência que está construída a ordem (?) do mundo, desde que a sociedade megalítica foi destruída.



Com a queda de Saddan o euro não ruiu. Então o Império, pela sombra, invadiu a Europa com uma arma nova, invisível. O que o cinema e a música não conseguiram... mas prepararam o caminho, ia agora ser completado na mensagem escondida. A nível social a América ajudava os países europeus mais fracos a defender-se das imposições europeias para obter os benefícios e não ter de obedecer aos constrangimentos da adesão. Os psicopatas menores fazem coro com os maiores julgando-se beneficiados mas não passam de seus instrumentos. Assim, a título de ajuda, foram fornecidos a esses países sistemas "sofisticados" de contabilidade que enganavam as exigências de controlo europeias. Paralelamente foram oferecendo "facilidades" financeiras de endividamento com activos tóxicos que, atingido determinado limite de insolvência, disparou um alarme... que activou as empresas de "rating" do mesmo dono, para começarem a gritar na praça pública "o rei vai nu"!...

Nunca suspeitando de que lado lhe chovia em casa a Europa foi tapando os buracos, mal e porcamente, para desespero do "manda-chuva" que não podia dar a cara!

Se o euro não caía... havia que destruir a Europa política e socialmente de forma violenta. Nas fases de decadência, os impérios já não se arriscam pessoalmente. Usam o que ainda lhes resta de colonos para fazer o trabalho sujo.
Invadir a Europa militarmente tinha muitos inconvenientes. Os lacaios até são tão obedientes e venerandos. O erro do euro até foi um acidente não controlado! Mas têm que ser invadidos e desmantelados e, ainda por cima ficamos com o papel de amigo que ajuda nas horas difíceis!...

Os EUA sabem bem o problema que têm na fronteira sul com o México. Wow... eureka!... vamos romper a fronteira sul da Europa e invadi-la com "carne para canhão!... "

Verdade ou mentira, há relatos de serviços secretos europeus que denunciam financiamento americano no transporte de "refugiados"(?) para a Europa.
Foi a América que destruíu Saddam e deu origem ao aparecimento do estado islâmico e tem combatido ferozmente a Síria por ser aliada de Putin.
Foi a América que durante décadas tentou aniquilar Kadafi e que, após colonização cultural, conseguiu que mentecaptos europeus fizessem o seu trabalho sujo, rompendo um tampão por onde agora entram os invasores tão queridos do humanitarismo americano, humanitarismo que não pratica em casa sendo considerado um país longe do topo da escala dos direitos humanos que tanto defende fora das suas fronteiras.



É claro que muitos destes invasores são também vítimas. A humanidade é 90% vítima destes grandes psicopatas. Mas que obrigação têm as vítimas locais de aceitar alojar, repartir o pouco que já têm com outras vítimas, quando os verdadeiros culpados continuam acumulando lucros do alto da sua pirâmide criminosa?!
Mais, quando um "habitat" está esgotado não sobra nada para ninguém e o sacrifício de uns é inútil para todos!


O discípulo mais directo e fiel do Império, ideológico e financeiro, é a Inglaterra. Mas o mais beneficiado economicamente depois do Plano Marshall, é a Alemanha. É até considerada a dona da Europa, o que por si só seria uma afronta para gente digna, mas como não há disso!...
Essa Alemanha que não pagou as dívidas de guerra é agora o algoz, de novo, mas com as armas do Império. É algoz enquanto obedecer ao dono porque esteve sob mordaça militar até há bem pouco tempo.

Essa Alemanha que humilhou os seus congéneres europeus mercê dum benefício de que usufruiu desde a guerra que intentou contra todos os vizinhos que a ajudaram, fez mais uma das suas presas. Condenou à misérias europeus a quem deve milhões que nunca pagou... e abriu "humanitariamente" as portas aos invasores árabes!

Surpreendente!... tanta humanidade em psicopatas cujo traço distintivo é a ausência de sentimentos! Surpreendentemente!... a Alemanha fechou as portas uns dias depois!... Sem aviso prévio!
Resultado?... os países que estavam a deixar passar migrantes para a Alemanha vêem-se agora com milhares de pessoas a mais sem condições para alimentarem os autóctones!

Porquê a Alemanha faz isto? Há várias explicações. Umas são conscientes ao próprio governo alemão; outras não: um psicopata não sabe que o é, e está convencido que é o mais esperto e tem sempre razão. Ironicamente... um psicopata até tem um grau elevado de inteligência... só que torta!, cruel, egocêntrica e narcisista!

A Alemanha, dentro da lógica imperial, tem um mercado de trabalho que se rege pela lei da oferta e da procura capitalista. Se aumentar o número dos que procuram trabalho, o preço dos salários cai. Chamam-lhe eufemisticamente refrescar os salários (mensagem social) na prática significa roubar os trabalhadores (menasagem real). Feitas as contas, depois de receber a quantidade julgada suficiente para refrescar os salários (ou seja: dar mais lucro aos capitalistas e menos qualidade de vida ao resto da população) fechou as fronteiras, unilateralmente sem avisar os parceiros. É esta a solidariedade que se espera da Alemanha que parece libertar-se do estigma nazi sem sentimentos de culpa!

A invasão não vai parar por aqui. Quando escrevi sobre este assunto em Dezembro último, nunca pensei que as coisas se precipitassem tão depressa. Nos países do sul a situação vai ficar insustentável, a curtíssimo prazo, e a rotura das instituições seguir-se-á.
Se a Alemanha, no seu egocentrismo, pensa que vai vai ficar incólume... isso só prova a curteza de horizontes daqueles que todos nós permitimos na nossa ignorância ou displicência, se assenhoreassem do poder.

A própria América que vive dando tiros no pé... já está a disparar contra os joelhos no caso europeu... mas isso é característico dos impérios decadentes. Roma, antes da matar imperadores, começou por matar dignitários periféricos ou imperadores refractários. A América até já há bastante tempo que não mata um presidente!... mas a luta aproxima-se do centro!... e nada nem ninguém a pode salvar!

Esta é uma civilização psicopata. Adoeceu há cerca de 3500 anos e nunca mais se curou. Em termos bernianos é una civilização grande perdedora!... e o seu desmoronamento espectacular parece estar já em curso!





Lx14/09/2015






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