QUE COLONIALISMO É ESTE QUE NINGUÉM O VÊ?
QUE COLONIALISMO É ESTE QUE NINGUÉM O VÊ?







O novo governo de Portugal perdeu o pudor! Sempre teve pouco... mas agora mostra as suas garras sem rebuço.
Não!... não falo desses rapazolas imberbes que se dizem (e se julgam) primeiros ou segundos ministros!... coitados... imaturos, impreparados, programados para fazerem exactamente aquilo que fazem, não passam duns pobres desgraçados (bem vestidos - por fora) verdadeiras marionetas nas mãos de títeres poderosos!

Falo dessa antiga agência do império que já se permite decidir em pormenor onde deve ser imposta a subjugação aos colonos já que as marionetas nem disso dão provas de capacidade!

Hoje FMI é mais visto, ouvido e temido que o papão na minha infância. Depois do trabalho de sapa das soluções contabilisticas para acomodarem activos tóxicos junto dos subditos mais vulneráveis e otários com complacência e ignorância reverente dessas coisas hediondas chamadas supervisores, veio a festa onde o rei iria mostrar o seu fato sumptuoso!... com alguém ensaiado na assistência para denunciar que ele "vai nu"!

Agências de "raiting" (designação imperial - aceite com submissão pelos súbditos). Sem nada da inocência infantil da lenda, elas estão encarregadas de fazer a denúncia para que o rei se ponha de cócoras e a jeito de montar!

Só que, como na parábola do "filho pródigo" que nos foi contada só uma parte, também estamos só a meio desta história. Que aconteceu ao rei que foi apanhado nu numa cerimónia protocolar?... ninguém conta. Essa é a parte sórdida da história e não interessa a ninguém (excepto ao próprio rei - mas quem quer saber disso?... a escumalha só admira os vencedores).

Posto a nu o nosso rei, envergonhado perante a multidão, todas as sevícias lhe podem ser infligidas. O figurão que lhe vendeu o fato fictício e lhe levou um preço exorbirante é o vencedor que todos admiram, ninguém contesta e todos temem!
É ele o novo rei mesmo que finja não usar a coroa.

Napoleão nomeava reis fantoches nos estados que ia conquistando (uma estratégia muito mais inteligente que a de Hitler); os Persas nomeavam Sátrapas e os Romanos Pretores. Todos tinham a mesma função: assegurar o fluxo de recursos para o centro do império.

O novo colonialismo já não se faz por ocupação militar embora resulte dela. Subjugados os povos, programam-se culturalmente com os valores do império ("the american way of life"), faz-se acredirar que é acessível a todos embora só os escolhidos como traidores possam aceder a ele e utilizam-se esses renegados para oprimir a sua própria gente.

Eric Berne (americano) escreveu um dia: "o animal humano é o único que obedece ao dono na ausência dele... às vezses mesmo depois da sua morte em troca duma recompensa fictícia". Estranho animal este!... todos os outros só fazem piruetas mediante uma recompensa imediata... sem isso!... nada feito.

Como em todos os impérios decadentes, os nossos Sátrapas perderam o pudor. Chegaram àquela situação de arrogância cega em que pensam que tudo é possível. Agora já nem confiam nas marionetes locais. São eles próprios, mandaretes a soldo, quem decide até ao mais ínfimo pormenor, o que fazer no feudo dos seus donos!

No entanto isto revela um certo sinal de desespero! Perdidas algumas possessões longínquas há que assegurar as mais próximas, "mais romanizadas" como barbacan do reduto central!...

Neste mundo tudo o que nasce, cresce e morre. Este império está moribundo mas, como todas as grandes construções, arrasta muita destruição na sua queda. Triste é a história dos traidores locais que por um "prato de lentilhas vendem a alma ao diabo" e entregam os povos às inclemências dos infernos imperiais!.

19/01/2013




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