Epigrama
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"sei que intimido os homens" CM14/12/2015

...que homens?... os maricas urbanos e superficiais que passam a vida a olhar para uma "passerelle" onde se expõe carne humana para venda e depois só se entrega a embalagem por um preço que vale milhares de vezes o conteúdo?

O que sabe da vida uma fedelha de 20 anos promovida a vedeta fácil de venda de pele ao milímetro para "voyeur" consumir?

O que sabe da psicologia humana, dos dramas, dos traumas, das memória ancestrais que informam e deformam a afectividade, os desejos e os impulsos responsáveis pela sobrevivência da espécie?

Nem vender-se caro sabe porque é vendida, ao milímetro da sua pele escrutinada ao microscópio e rejeitada ao aparecimento da primeira ruga!

Desde há milhares de anos que a escravatura apareceu à superfície da terra. E sempre houve escravos de luxo! viviam nos palácios, dormiam com os donos, tinham filhos deles que escondiam, comiam na sua mesa e.... eram invejados pelos outros escravos... mas, se caíam em desgraça, a sua condição fazia valer as suas leis!...

No mesmo pasquim avançava-se a notícia de que dois outros escravos de luxo foram apanhados "na noite".

Ser-se apanhado na noite, independentemente das cargas negativas desse conceito, não é condição de homem livre. Um homem livre só é apanhado infringindo as regras da 'polis'!
Mesmo este conceito de 'polis' é já uma limitação da liberdade... mas fiquemos por aqui...

Como então, alguns destes escravos adquirem a liberdade social... os que souberam agradar ao dono a ponto deste libertá-los. Mas nunca deixarão de ser ex-escravos. O verdadeiro homem (mulher) livre é aquele que não se deixa escravizar... ou, que sendo submetido a uma força física superior, luta até se libertar!

Só esse conhece o sabor agridoce da vitória!

O resto é Coliseu Romano para patrício entreter o povo.


Dec 13, 2015 3:50:35 PM










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